
Para quem está começando nesse mundo jornalistíco, assim como eu, e quer um livro bom para ler, aí está um que é mara!
Fiquei sobre ele no blog do próprio Christofoletti (
http://www.monitorando.wordpress.com/), e como precisava fazer um trabalho sobre ética, fui logo comprar. E confesso, entre os cinco autores que tive que ler, esse foi o que eu mais gostei!
O livro carrega uma leitura fácil e gostosa, sem textos maçantes e difíceis de entender. Você aprende um monte de coisa bacana e nem vê o tempo passar.
E ainda, o capítulo final traz 10 questões para pensar, onde o autor deixa boas perguntas para reflexão.
O capítulo que eu escolhi para desenvolver para a faculdade foi Pontos de partida para a discussão. Nele, o autor fala sobre cinco mitos que ouvimos sobre ética na sociedade, e desmente e comenta cada um deles. Achei ótimo!
"O professor de ética profissional nãp pode esperar que "ensine" valores para seus alunos, moldado-os para o mercado de trabalho e para os dilemas que enfrentarão, nem se iludir, pensando que está catequizando seus pupilos. Seu caminho passa mais perto de provocador do que pastor."
Além desse capítulo, houve outro em especial que me chamou muita atenção: cobertura esportiva. Enquanto muitos veículos decidam por preservarem o time de seus jornalistas, o jornal Lance faz o contrário. Ele nomina as preferências de seus colunistas logo abaixo da assinatura dos textos.
Mesmo que eu não me interesse muito por jornalismo esportivo, o conceito me fez pensar. O tradicional é sempre manter a pluralidade na hora de redigir um texto, porém, quem sabe a saída para obter maior transparência e equilibrio está em mostrar as regras do jogo?
Em tempos de sensacionalismo, impresso-com-jeito-de-tv e queda do diploma o que nos resta é ser éticos. E nada melhor que boas leituras e pesquisas para começar!