quinta-feira, 8 de julho de 2010

Vem cá e dá um abraço!


Meus irmãos são a base. Na verdade, a segunda base. A primeira é inevitavelmente meus pais, que são tudo de melhor que alguém pode ter. Mas bem, voltando aos irmãos... Tudo anda bem diferente entre nós, o amor que eu tinha por eles agora duplicou, ficou maior, ganhou uma extensão.
É emocionante vê-los como pai e mãe. O Marcelo agora compra vestidinhos e a Juliana só pensa em azul. Tudo tão engraçado e diferente daquele época das tortadas e gritos.
Eu gostaria de transformar esse orgulho que sinto em algo concreto, palpável, mas o sentimento é grande demais e não caberia em seus apartamentos. Afinal, agora não são apenas duas pessoas na casa, são três. Juliana, Anderson e João Vitor. Marcelo, Carol e Catarina.
Estou ansiosa para ver o rostinho do meu príncipe e da minha bonequinha. Estou ansiosa para brincar e farrear com eles. Estou ansiosa para ver crescer esse amor de tia, que a cada dia já é mais forte em mim.


Venham com saúde e saibam desde já que a tia Dani está aqui para tudo e sempre.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Irremediável neon

Eu acho especialmente engraçado o modo como as pessoas se encontram e daí começam a se relacionar. Podia ser qualquer um, mas foi ele. O namorado de hoje podia ser o padeiro, o primo da amiga, o zé da esquina. O coração é geográfico e o negócio não é encontrar. Isso qualquer um faz. O mundo está cheio de gatinhos manhosos, tarados69 ou lindoquernamorar. w-h-a-t-e-v-e-r! Todos eles querem uma dona sexy para lhe domar. Aqui ou lá, sempre vai haver alguém que lhe dê um sorriso fácil e faça seu estômago revirar. E beijar na boca e sexo seguro é gostoso, não mata, não engorda, não faz mal. Os problemas mesmo estão no depois. Isso se você quiser causa-los. Afinal, a escolha sempre vai ser sua.

Pensa comigo, a matemática está ali, lidamos com ela todo dia, toda hora. Tudo vai depender do jeito que você vai resolver a equação.
E tem gente que gosta, gosta muito, gosta absurdamente de remoer situações e estende-las até a última gota. Faz isso brincando, como se fosse uma partida de banco imobiliário, daquelas que ficam dias até acabar.
E o outro lado sofre, chora, fica de olho inchado. Não se conforma, pede ajuda, conversa, se sente culpado até quando não é. Lança todas as cartas. Vira. Revira. Decora.
Mas mesmo assim, o tarado por problemas não se toca e continua a partida, como se estive abafando. Inacreditavelmente se sente vencedor nas horas mais impróprias, como se fosse lindo e absoluto. Balela! Besteira! Mentira! O trono cai, amigo. Pode acreditar!
Se você não cuida, não entende, não se esforça... vai aparecer alguém que o faça. O afeto afeta como um fato.
Pode não ser nesse minuto, nem nesse dia, ou mesmo nesse mês. Mas uma hora o lado que sofre toma coragem e desconta, não em forma de vingança mas em forma de protesto.


E aí, o que resta?

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Eu, Modo de Usar:

Por Martha Medeiros (fodástica!)

Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor mas ... permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. ( Então fique comigo quando eu chorar, combinado?). Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem... gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.

Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ... Goste de música e de sexo. Goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua familia... isso a gente vê depois ... se calhar ... Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Não me conte seus segredos ... me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar ... experimente me amar!

segunda-feira, 21 de junho de 2010

"Eu não tava nem pensando..."


Sabe aquela história do espaço? Não, não sabe? Calma, o tempo vai dizer mais detalhes. Agora não posso falar, afinal que graça teria se eu entregasse tudo assim, de mão beijada para você?
Talvez quando cair a ficha tudo isso já vai ter se tornado um pontinho do passado, uma lembrança, mas acredite, agora está bem forte, de fazer borboletas na barriga e deixar a cabeça lá na lua. Maluco, absurdo, impossível.
Sei que tudo parece um monte de palavras amontoadas fora de qualquer contexto. Sei que parece que estou falando grego, russo, chinês, porém deixar estar. O que importa é que o colorido apareceu e deu um ar diferente no desenho.
A suíte é uma senhora feminina, muito feminina, forever and ever.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Aquele final de semana


Bom mesmo é assim, simples, sem encanação, sem frescuras.


Não existe nada mais clichê do que ficar falando que tal coisa "não tem preço". Mas, sabe, fiquei pensando qual expressão usar para o final de semana que passou e não me veio nada melhor na cabeça do que o famoso clichezão.
Afinal, nada paga as orgias gastrônomicas regadas a chessbacon, costelinhas, café, sorvete, feijoada, churrasco e afins. Nada paga ver seu irmão maluco cheio de dedos e palavrões para o ônibus do Palmeiras (e depois ficar com medo dos seguranças). Nada paga a convivência gostosa com a parte da família que você não tem tanto contato. Nada paga (álias que esse paga! haha) a ótima compra palalela que fiz. Nada paga a caminha arrumada pela vó e os seis cobertores que ela coloca pra você não passar frio. Nada paga o vô todo contente no meio da família comemorando mais um aniversário. Nada paga ficar pertinho da Nina, do Má e da Carol como há tempos não acontecia.

Estranho eu escrever textos tão diretos, mas enfim... é bom de vez em quando! :)